DECODIFICANDO A IDEOLOGIA SOCIALISTA [CODIGO 4.1]

CODIGO 4 (PARTE I): O IDIOTA ÚTIL

“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.” V. I. Lênin

Hoje, enquanto escrevo, ainda é domingo, 26 de outubro de 2014, e o fato mais importante é que Dilma foi reeleita President(a) do Brasil, num processo de governança que durará 16 anos ao final deste mandato. Segundo entusiastas, parece que o amor venceu o ódio, no slogan deles. Mas na prática não é bem assim.

Tentei, talvez pela primeira vez, influenciar as pessoas que tenho contato, sobre os perigos que representariam essa perpetuidade de um partido no governo do país e, por isso mesmo, angariei desafetos, críticas e objeções das mais variadas. A mais premente é aquela que costumou crescer em veemência no Brasil que é a de que cristãos não deveriam levar sua crença como determinante nos assuntos de esfera pública. Porém, como escreveu Norma Braga Venâncio em seu blog, o que julgo fundamental discernir é o seguinte: não preciso escolher entre direita e esquerda, mas sim subordinar toda e qualquer tarefa à minha fé. Assim, se falo de política, história ou filosofia, faço-o com a consciência de que tudo deve estar submetido ao senhorio daquele homem que chamo meu Cristo. É errado achar que estas esferas sejam estanques e fechadas e de que não participam ou influenciam uma sobre a outra; tanto a política atua sobre a crença como a crença também atua sobre a política, pois ambas são feitas de pessoas e, portanto, são as pessoas, com suas convicções que conferem valor (ou não) em cada atitude realizada. Pensar o contrário disto é ser, no mínimo, infantil quanto ao significado da expressão ‘participação cidadã’, pra não dizer idiota. Pior ainda quando os críticos são pessoas que debocham da Bíblia como Verdade e tenta utilizar essa mesma Bíblia (de uma forma deturpada, obviamente) como fonte de autoridade no processo de convencimento. Portanto, fui levado a discutir política a partir do amadurecimento no estudo da filosofia e no reconhecimento das implicações escatológicas e proféticas, percebendo que o esquerdismo é muito mais do que mero posicionamento político ou uma oposição aos poderes ‘oligárquicos’ em vigor. O esquerdismo congrega em si todo pensamento pós-moderno, sintetizando-o numa práxis que se apresenta, resumidamente, conforme esquema abaixo:
– ódio a qualquer tipo de autoridade (fundamentado no ódio às instituições, na qual a Igreja é referência máxima no plano terrestre e a autoridade de Deus o é no plano espiritual).

– ódio à opinião dissidente, por mais que esta seja filosoficamente coerente e logicamente formulada.

– polarização da realidade em opressores e oprimidos (categorias que são definidas não mais pelo quesito econômico, mas pela aceitação ou não da ideologia marxista: se você é negro, pobre e assalariado, mas tem um posição minimamente de Direita, isso já lhe confere o grau de opressor)

– dissolução do indivíduo em grupos representativos (o pobre, a mulher, o negro, o gay, etc)

– utopia materialista

– transcendência desviada (ao anular a espiritualidade e a idéia de Deus, o líder é adorado como ser supremo).

Estes pontos, por si só, pervertem o núcleo mesmo do cristianismo (e de toda cultura ocidental) pois se utiliza de um impulso natural do ser humano, ou seja a busca pela transcendência, como motivo para a realização de um sonho igualitário que só pode ser conseguido à força (pela chamada ditadura o proletariado) ou pela ditadura branca que é a utilização fraudulenta do processo democrático com o fim de permanecer no poder.

O mais triste é que a concretização dessa utopia passa a ser tão necessária na cabeça do militante que à ela adere, defende e propaga, que a realidade e os fatos se subordinam de tal modo a essa ilusão, dispondo-se a toda sorte de distorções. O esquerdista preocupado sobretudo com seu ideal não deixará que nada (nem ninguém), por mais evidente que seja, atrapalhe sua marcha rumo ao ‘outro mundo possível’.

Por exemplo, conversando com uma pessoa próxima sobre os rumos do país frente à mais quatro anos de administração de esquerda, do ponto de vista dos perigos que representa o pensamento marxista, argumentei que minha preocupação é o que está no fundo, na base da ideologia, que é a relativização da verdade: a premissa de que a verdade é uma construção pessoal e subjetiva inteiramente dependente dos aspectos culturais e geográficos determinados em grau pelo tempo histórico na qual está inserido. Meu interlocutor, que detém grau de Professor Mestre, insistiu que isso era realmente assim, defendendo tal ponto de vista e, sem se dar conta da armadilha lógica que ele mesmo construiu para si, deu-me este exemplo: “Se eu colocar Fanta numa garrafa de Coca-Cola e ir numa tribo isolada e dizer que aquilo é realmente Coca-Cola, tu há de concordar que eles acreditarão em mim e que aquilo será verdade para eles?”

Ora, não pude deixar de concordar com brilhante explanação, e concordar com ela. Pois ele acabara de não perceber que o fato mesmo de que um líquido qualquer numa garrafa de Coca-Cola não o transforma por força de sua insistência na essência do que venha a ser Coca-Cola. A Fanta continua sendo Fanta mesmo se colocada numa garrafa de Coca, de Pepsi ou mesmo numa de Sukita! Mesmo que, por uma eficiente e maciça campanha de marketing e desinformação, ficasse definido que Fanta é Coca-Cola, e todo mundo acreditasse nisso e nem mais se lembrasse de como era a Coca-Cola original, e de que as menções em filmes, pôsteres e livros de história, bem como comerciais e até a fórmula fossem destruídos, ainda assim a verdade em sua inteireza não seria mudada, pois Coca-Cola não é Fanta.
Esse exemplo, dado com muita satisfação pelo meu objetor apenas demonstra o quão doutrinado estão as pessoas e a que ponto estão dispostas a aceitar a imposição do que for se isso vier de encontro com seus anseios pré-estabelecidos pela ideologia de massa: se você não apenas perde a capacidade de definir o que é verdade objetivamente, mas ainda concorda em assumir tal postura como aceitável, só resta mesmo o apego as ditames dos mentores ideológicos para o guiar na vida, pois seu senso é sempre errado e incompleto, sua individualidade e conhecimento são falhos, somente a ideologia (leia-se: o partido) detém a verdade a qual deve ser seguida. Essa é a razão porque todo Estado governado pela Esquerda precisa, necessariamente definir TODOS os aspectos da vida humana através de leis. É preciso definir o que é ou não aceitável dizer e fazer, o que é ou não preconceito, o que é ou não racismo, o que é ou não uma educação adequada, se o os pais podem ou não educar através de palmada os seus filhos… e a lista continua ad infinitum. E isso é sintomático em toda manipulação de esquerda: a substituição da verdade à ideologia – nunca o oposto. Assim, a pessoa engajada nesse programa se esforça cada vez mais para apagar de seu campo de visão os elementos que não se encaixam na miragem. Essa cegueira voluntária faz com que autores como Eric Hobsbawmn por exemplo, quando questionado pelo jornalista Matthew Price para um artigo no Boston Globe, se a perda de 20 milhões de pessoas no regime comunista russo havia sido justificável, sem hesitar o historiador respondeu: “sim”.

Dias depois da publicação do artigo, em março de 2003, houve a chamada Primavera Negra Cubana, uma onda de prisões de dissidentes do regime castrista. Entre 75 outros cubanos, Orlando Zapata Tamoyo foi preso. Seus crimes: ‘desrespeito, desordem pública e resistência’. Sua pena: 36 anos de detenção. No cárcere, vinha sofrendo graves espancamentos, maus-tratos e tortura psicológica. Quase sete anos depois, em dezembro de 2009, Tamoyo decidiu que seu martírio não seria em vão: começou uma greve de fome pelo fim da ditadura em Cuba. O chefe da prisão resolveu lhe dar uma ‘forcinha’ e negou-lhe água. Hospitalizado com falência renal, foi posto nu em um quarto com forte ar-condicionado, vindo a contrair pneumonia. Em seguida, sem tratamento, foi levado de volta à prisão, largado para morrer. Em fevereiro de 2010, de pois de 85 dias sem se alimentar, Tamoyo faleceu.

Com esse episódio, os EUA, a UE e o Canadá exigiam a libertação de todos os presos políticos de Cuba. Na República Checa o parlamento guardou um minuto de silêncio em homenagem a ele. Lech Walesa, líder que trabalhou pelo fim do comunismo na Polônia, pressionou o governo cubano a favor dos encarcerados e a Anistia Internacional se pronunciou sobre a repressão violenta do regime. Toda essa movimentação, porém, chegou tarde demais: dede 1957, a Cuba Socialista já matou 17 mil diretamente; no mar, somam-se 83 mil assassinos ao deixar a ilha.

E o Brasil, o que fez? Quando Tamoyo morreu, Lula estava lá, representando o povo brasileiro. Mas não proferiu uma só palavra sobre o incidente.

Conta o jornalista que Hobsbawm, cúmplice ideológico do assassinato de milhões de pessoas, alegrou-se muitíssimo com a eleição de Lula. Compreende-se. Diante das mortes simbólicas e reais do mundo socialista, ambos se irmanam em suas justificações. Junto nessa irmandade macabra estão todos aqueles que em menor ou maior grau adotam e defendem ideologias e políticas de esquerda, inclusive meu eminente interlocutor.

Uma das explicações para essa simpatia para com o pensamento comunista, contrariando toda evidência histórica, é que os ideais de justiça social e igualdade são muito atraente. Diferente do nazismo que era motivado por um nacionalismo e na pureza racional, o comunismo é sempre internacional, universalizante! Além do mais, aproveitando-se da natural compaixão que toda pessoa minimamente sensível nutre pelos necessitados, o comunismo apresenta-se como ideologia redentora. Pouco importa que o nazismo tenha matado 40 milhões de pessoas e o comunismo 100 milhões: no imaginário esquerdista cristalizou-se o vilão nazista e o herói comunista.

No entanto, tanto um quanto o outro não se opõem, nunca se opuseram. Tanto o historiador Pierre Chaunu quanto Alain Besançon consideram-nos regimes gêmeos e, para Hannah Arendt, ambos são formas de totalitarismos. E por totalitarismo estamos sempre acostumados a definir como aqueles que são despóticos e tirânicos, porém, um governo que se fundamenta no objetivo de transformar por completo de cima para baixo a cosmovisão existente na busca de fundar uma nova à força de manutenção do poder, mesmo em regimes democráticos, por leis e por imposição moral. Seu objetivo é estabelecer um padrão de pensamento único pela qual o Estado se torna onipresente e praticamente intocável. As tradições, as leis, os modos de organização de um povo, tudo isso é destruído, junto com a liberdade das trocas econômicas, a liberdade de ir e vir, a liberdade de imprensa e de pensamento. Novas instituições políticas são criadas por plebiscitos previamente direcionados, as leis são modificadas e é operado um severo controle estatal na educação, na saúde e na mídia.

Como expliquei noutro texto, na Alemanha nazista, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores usou a teoria da evolução de Darwin para dividir os homens em arianos e o resto: os bodes expiatórios desse regime foram principalmente os judeus, mas também os povos não alemães, ciganos e cristãos dissidentes, além de inimigos do regime e qualquer um que não se enquadrasse no ideal de perfeição alemã. Na URSS, Lênin usando o livro de Marx, dividiu os homens em classe dominante e classe operária: os bodes expiatórios do regime soviético foram os detentores dos meios de produção, os considerados ‘párias’ da sociedade, os cristãos e qualquer um que fosse inimigo ideológico do regime. O interessante que normalmente as denúncias, em ambos os regimes, eram feitas pelos parentes das vítimas, parentes estes que acreditavam (justamente por estarem comprometidos com o ideal revolucionário) que era um dever moral purgar a sociedade de todos aqueles fossem inimigos ideológicos do regime. E não admira que mesmo hoje em dia sejam os de nossa própria casa os que primeiro nos acusam e nos desejam longe. Afinal – dizem eles – discordar do governo que tanto bem faz à população em geral (mesmo que ao custo de algumas vítimas em particular) só pode ser doença mental!

Paul Johnson explica que, ao adotar o conceito marxista de “classe dominante” para aplicá-lo aos inimigos, Lênin aboliu o conceito de culpa pessoal, portanto as pessoas não mais eram culpadas por seus atos, mas por pertencer a uma “classe”. Com base nisso, forma mortos: prostitutas, mendigos, caixeiros-viajantes, depois; proprietários de terra, de imóveis, professores, religiosos, funcionários do sindicato… Depois foram baixados decretos-leis para condenar classes inteiras de uma leva só.

Esse belicismo indiscriminado, na ideologia comunista, aponta para uma grande imprecisão no uso e na identificação do inimigo do regime como “classe dominante” – imprecisão que parece não incomodar os defensores do esquerdismo, que não se dão conta que o fato de o Estado aniquilar os concorrentes, se torna ele (e o partido) a única classe dominante, detendo aí todo poder político, militar e econômico. O que justifica essa defesa intransigente por parte do militante? Acaso ele sinceramente acredita que quando da tomada do Estado pelo Socialismo ele terá uma parte ‘igualitária’ na repartição dos espólios? Ele crê, sinceramente, nessa promessa? Justamente por isso é que a expressão “classe dominante” é vaga demais, ela só serve para designar pejorativamente tudo e qualquer sujeito que se oponha aos ideais do socialismo. Por isso que quando eu converso ou escrevo contra o esquerdismo sou imediatamente taxado de burguês, direitista, Lacerda, coxinha, reacionário e afins… são formas pejorativas que me colocam imediatamente dentro da “classe dominante”, na “classe dos opressores”. E isso é assim porque o termo “classe dominante” não segue mais o critério econômico. Se assim fosse, toda classe política e artística do Brasil seria considerada ‘elite’. A questão é: o rico pode ser rico à vontade, desde que seja de esquerda. Os ricos e influentes Fidel Castro, Chico Buarque, Zé Dirceu e Lula, para citar alguns, pertencem à classe dos oprimidos e não dos opressores, pois adotam o discurso de esquerda. Já o conservador, por mais pobre que seja, nunca é considerado “oprimido” – e pior para ele se for branco e cristão –  porque por ele não possuir consciência de classe, ou seja, não aderir ideologicamente à esquerda.

Politicamente corretos, fiéis à cartilha dicotômica marxista e à substituição de suas consciências à consciência do partido, costumam ver o mundo em preto e branco, esquecendo todos os tons de cinza que vão de um a outro. É por isso que professores e estudantes da área de humanas que simpatizam com o socialismo dirão, quase obrigatoriamente, que ‘tudo é subjetivo’, de que ‘a verdade é relativa’ e de que ‘é impossível se obter uma análise puramente objetiva’. Esse erro de lógica é encontrado nas obsessivas afirmações dos expoentes do marxismo cultural, na qual os professores aprendem em sua formação acadêmica e repetem iguais papagaios de piratas até incutir na cabeça de seus alunos de que ‘a verdade não existe’, de que ‘não há real, apenas representações do real’ e que ‘não há pesquisa ou jornalismo desinteressado, mas sempre de viés político’. Todas estas falas deixam de considerar o caminho do meio: é evidente que não conhecemos toda a verdade, mas ela existe; não temos acesso completo ao real, mas aproximações seguras que nos dão uma dimensão da realidade; há pesquisas e jornalismo mais desinteressados que outros. Isso por si só exemplifica a demência do pensamento que se perpetua: a dicotomia da realidade. Desse modo, quem fala em “verdade”, “real”, ou “pesquisa desinteressada” é imediatamente visto como ingênuo, inculto, dogmático ou estúpido, quando não desonesto.

E o mais estranho é que todas essas acusações denotam todas as características que o acusador carrega em si mesmo.

Para as modernas ideologias, a vida individual, portanto, não tem nenhum sentido e só adquire algum na medida da sua participação na luta pela sociedade futura. É a consecução desse objetivo que servirá de medida para a avaliação dos atos individuais. Atingida a meta, tudo o que tenha ocorrido para “apressá-la”, mesmo a fraude, o crime, a corrupção e o genocídio, será resgatado na unidade do sentido final e, como a verdade é relativa e subjetiva, estando a realidade sujeita a representações, se dirá, como Hobsbawm, que tudo é justificável. O mal e o bem resumem-se, em última análise, no reacionário e no progressista. Na ótica revolucionária, o que importa é “transformar o mundo” e beneficiar as gerações futuras, pouco importando o mal que isso custe à geração atual.

Para o militante, só há um objetivo autêntico: as metas do seu partido, do seu grupo. As outras nada valem em si mesmas, tornando-se boas ou más conforme se ajustem ou se afastem daquelas.

Se, no entanto, se insisto em reafirmar critérios, clamando por verdade, objetividade, lógica e razão, independente se isso irá ou não favorecer às metas políticas que o militante tem em mente, ele tem de me ignorar e enquadrar-me como inimigo. Daí que ele seja incapaz de compreender os outros nos próprios termos deles. Ele tem de traduzir-me na linguagem de seu próprio ideal, isto é, reduzir-me a amigo ou inimigo, julgando-me a partir disso.

O que o fanático militante de esquerda nega aos demais seres humanos é o direito de definir-se nos seus próprios termos, de explicar-se segundo sua própria individualidade. Só valem os termos dele, as categoriais do pensamento partidário. Para ele, em suma, eu não existo como indivíduo real e independente, mas como um ente que é a favor ou contra o socialismo e, se eu sou contra, estou imediatamente dentro da “classe dos opressores” e me trono, assim, para todos os fins, idêntico e indiscernível de todos os demais inimigos.

O militante socialista sacrifica tudo à hierarquia partidária, mesmo sua moralidade e suas exigências mais íntimas de consciência pessoal. Por isso que o capitalismo lhes parece caótico e confuso. Já a atmosfera partidária, com aquele seu unanimismo que dá a cada um dos militantes um sentimento tão vivo de participação, de produção mútua, de comunidade solidária, é vivenciada como o embrião da sociedade ideal. Por isso o socialismo enxerga o capitalismo como uma grade de fantasias macabras, na qual a classe burguesa é uma fraternidade organizada para saquear o mundo ao mesmo tempo que também é um aglomerado caótico de egoístas incapazes de se organizarem (tente entender!).

Não espanta que toda tentativa de fusão entre capitalismo e socialismo resulte numa contradição ainda mais funda: quando os socialistas desistem da estatização integral dos meios de produção e os capitalistas aceitam o princípio de controle estatal, o resultado é o que se chama hoje de “terceira via”. Mas é, sem tirar nem pôr, economia fascista. De um Aldo burgueses cada vez mais ricos, de outro, um povo cada vez mais garantido em matéria de alimentação, habitação, etc, mas rigidamente escravizado ao controle estatal da vida privada. Um controle que se mostra eficaz em tempos eleitorais quando tais subsídios servem de cabrestro que mantém a liberdade de voto fidelizado ao partido-Estado.

A única diferença entre as economias fascistas da década de 30 e a de agora é que aquela, para se impor, teve de assumir um caráter nacionalista e étnico. A de hoje, por ser mundial, utiliza-se de pretextos simbólicos e genéricos que servem justamente para dissolver as identidades nacionais e os valores morais, culturais e religiosos a elas associados. Por isso o pacifismo, o ambientalismo, o pluralismo, o relativismo, o desarmamento civil, o gayzismo, etc.

Óbvio que os poderes que estão à frente do globalismo progressista marxista pouco acreditam no discurso politicamente correto que injetam nas massas de militantes idiotizados, desde os pobres assistidos com bolsas-esmolas até os intelectuais, professores e políticos ideologicamente comprometidos. Tanto o comunismo, o socialismo democrático, o neo-liberalismo ou a terceira via são um compactuado de maus sentimentos numa embalagem de belas palavras.

Extraído e adaptado de:

Carvalho, Olavo de. O Mínimo que Você Precisa Saber para Não ser um Idiota. Record, 2013.

Pearcey, Nancy. Verdade Absoluta. CPAD, 2006.

Venâncio, Norma Braga. A Mente de Cristo, Conversão e Cosmovisão Cristã. Vida Nova, 2012.

Johnson, Paul. Tempos Modernos.

http://www.pricewrites.com/articles/2003/03/eric_hobsbawm.php

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