Liberdade para ser (ou não) gay

 

A história de Claudia com os homens foi, por muitos anos, muito conturbada. Ela abusada sexualmente por um vizinho, quando tinha apenas 7 anos. Na juventude, ela não gostava de sua aparência e se sentia rejeitada pelos homens. Além disso, nutria “uma relação não muito satisfatória” com o pai. A “saída” encontrada por Claudia para lidar com essas questões foi buscar afeto nas mulheres.

“Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres”.

– Claudia Jimenez (Fonte: Site da Folha)

Certamente, o problema não era ela ser obesa (tem muita gordinha aí muito bem resolvida com seu corpo), mas sim ter auto-estima baixa, coisa que afeta até as meninas mais saradas. A atriz Claudia Jimenez fala com muito afeto da sua última parceira, com que conviveu por dez anos. Mas também descreve com entusiasmo a primeira relação que teve com um homem, aos 49 anos. E, desde então, pelo visto, só quer saber do sexo oposto.

Claudia mudou. E existem milhares de pessoas no nosso país não estão satisfeitas com sua condição de homossexuais. Elas sofrem um conflito, e também desejam mudar. O que a sociedade tem a dizer a essas pessoas? As únicas três opções que existem hoje são:

– Venha pra minha igreja que Jesus vai te curar.

– Mentalize e repita várias horas por dia com um mantra: eu sou hétero, eu sou hétero, eu sou hétero…

– Que se dane, é lindo ser gay, você é obrigado a ser feliz assim, você já nasceu assim e não reconhece porque é um idiota completo.

É isso… Pra lidar com esse conflito de sexualidade, só resta à pessoa correr atrás de um milagre ou entubar seu drama. Quer ajuda profissional? Impossível. Muitas dessas pessoas buscam socorro na psicologia, mas em vão. No Brasil, a Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia proíbe os psicólogos de oferecerem terapia às pessoas que querem deixar de ser gays.

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Para dar fim a essa arbitrariedade e para defender o direito dos clientes e dos profissionais de psicologia, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o PDC 234/2011, que suspende a proibição de oferecer terapia aos gays insatisfeitos. O projeto é de autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO).

Como era de se esperar, boa parte da mídia desqualificou o projeto e distorceu o seu conteúdo. Do jeito que estão falando, parece até que vão caçar todos os gays do Brasil, enfiar num camburão (prateado e purpurinado que nem o “Priscilla”*!) e obrigar todos a fazer tratamento de “cura gay”.

Pra provocar a hostilidade imediata da massa, tacharam o projeto de “cura gay”. Foi a mesma estratégia cretina de apelidar o Estatuto do Nascituro de “bolsa estupro”. Acontece que o PDC 234 em nenhum momento fala em “cura gay” e não se refere à homossexualidade como doença. Até porque psicólogo não é médico e não receita remédio. O psicólogo simplesmente analisa a história de vida da pessoa e a ajuda a ver as coisas mais claramente, dando-lhe suporte para superar seus conflitos emocionais.

Se é pra criar um rótulo, o projeto deveria se chamar, isso sim, “Liberdade Gay”. Porque os homossexuais devem ser LIVRES para se sentirem ou não satisfeitos com sua condição. A questão é essa aqui:

  • Tá feliz sendo gay? Então joga o picumã* pra esse bafafá e segue em paz com a tua vida. O PDC 234/2011 não te afeta em nada. Faz a egípcia*, que o papo não é contigo!
  • Tá infeliz com sua condição de gay? Quer ajuda profissional pra mudar? Então tome posse dos seus direitos. Se joga, bee*! Se você quer, você pode receber terapia.

Na Globo News, ouvi um jornalista dizendo que o PDC 234 abrirá a possibilidade de que pais “preconceituosos” obriguem seus filhos a fazerem tratamento para cura gay. Bem, o projeto segue agora para a Comissão de Seguridade Social e Família, e lá prosseguem as discussões. É bem provável que se crie trecho que proíba o tratamento forçado pelos pais.

É importante notar que a atual restrição ao trabalho dos psicólogos junto aos gays insatisfeitos não possui qualquer base científica, é puramente ideológica. É um abuso de poder que, até onde sei, NÃO OCORRE EM NENHUM OUTRO PAÍS!

Os que debocham, pervertem e atacam o projeto querem a todo o custo fazer crer que a terapia para a mudança de orientação sexual é uma proposta de fundamentalistas religiosos, algo anticientífico. Nada mais falso! Há estudos que indicam que essas terapias obtêm considerável sucesso. Podemos citar o recente trabalho publicado pelos pesquisadores americanos Stanton L. Jones e Mark Yarhouse:

“Jones e Yarhouse acompanharam durante 6 a 7 anos 61 indivíduos que completaram o trabalho de terapia reparadora com a Exodus International. Desses 61 homens e mulheres, 53% tiveram resultados bem sucedidos. Vinte e três por cento conseguiram uma conversão bem sucedida para a heterossexualidade, tanto na orientação como na funcionalidade, enquanto outros 30% alcançaram castidade comportamental, bem como substancial “des-identificação” com a orientação homossexual (20% abandonaram o processo e aderiram totalmente à identidade homossexual).”

– Site Renew America (o artigo contém os links com mais informações sobre a pesquisa e o método aplicado)

A Associação Americana de psicologia diz que uma vez gay, sempre gay. Mas um dos ex-presidentes dessa instituição, Nicholas Cummings, discorda: “Este estudo [o de Jones e Yarhouse] abriu novos caminhos … e abre novos horizontes para a investigação … eu esperei mais de trinta anos para este estudo refrescante, penetrante …”. Para Cummings, o livro “Ex-Gays? – A Longitudinal Study of Religiously Mediated Change in Sexual Orientation” é leitura obrigatória para os terapeutas, conselheiros e psicólogos acadêmicos.

Esses resultados da pesquisa de Jones e Yarhouse confirmam o que psiquiatra Dr. Robert Spitzer, ex-pesquisador da Universidade Columbia, disse em 2003, depois de estudar 200 ex-homossexuais que relataram algum grau de mudança:

“As mudanças após a terapia reparadora não se limitaram ao comportamento sexual (…). As mudanças abrangeram atração sexual, excitação, fantasia, desejo, e ser incomodado por sentimentos homossexuais. As mudanças abrangeram os aspectos fundamentais da orientação sexual.”

Diante desses dados, os ativistas gays e simpatizantes fazem a Kátia ou questionam a validade das pesquisas, mas sem apresentar nenhuma informação para rebatê-las. E fazem pior: discriminam quem abandona as práticas homossexuais. É uó!*

“Engraçado, quando eu estava namorando moças, minhas amigas hetero nuncam me discriminaram. Mas, tem amiga minha gay, que anda me discriminando agora.”

– Claudia Jimenez, no Twitter

Há vários blogs e sites lésbicos acusando a atriz de ser homofóbica e de prestar desserviço à causa gay. E alguns ainda a criticam por namorar homens jovens. Olha o preconceito, bolachas*! Se ela estivesse com uma garotinha de 15 anos, aposto que essas mesmas fufas* maldosas iam querer processar quem xoxasse* a Claudinha!

Você é contra as terapias de reversão da homossexualidade? Tudo bem… então NÃO FAÇA essas terapias!!! (não é assim que dizem para nós, cristãos? “É contra o casamento gay? Então não case com um gay!”).

E nem adianta vir dar piti aqui no blog. Faz a phyna* e para de palco*!

*****

Aurélia*:

Bee: bicha

Fazer a Kátia: fingir que não viu

Fazer a egípcia: não dar importância

Fazer a phyna: agir de forma elegante

Fufa: lésbica

Jogar o picumã: “jogar o cabelo”, desprezar, ignorar

Pára de palco (pára de show): basta de alteração

Priscilla: o ônibus que carregava as drags no filme “Priscilla, a rainha do deserto”

Se joga: vá em frente!

Uó: uma coisa ruim

Xoxar: debochar, zoar

http://ocatequista.com.br/archives/9843

    • hiltongil
    • 21 junho, 2013

    Poderia ter um link para o texto do projeto né? Ficar falando de algo que não se pode avaliar o objeto é um pouco vago.

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