A Grande Divisão (ou Tratado sobre a Mornidão)

            “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente…” Ap: 3:15

 

Como você reage ao ler, ouvir ou pensar sobre a segunda vinda de Cristo? Parecem-lhe boas ou más notícias? Você fica empolgado ou sente medo? A questão crucial é: estará você pronto?
“Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” (Efésios 2:13). Você sente que está muito longe? Pelo sangue de Jesus você pode ser aproximado. Isto são boas notícias, não? A salvação não é algo que adquirimos; é algo que recebemos como um presente. E podemos recebê-la de novo, a cada dia!

Você aceitou a morte de Jesus em favor de toda humanidade? Em tão, neste sentido, você está salvo. No presente você mantém um relacionamento com Jesus? Fala com Ele, passa tempo se relacionando com sua Verdade? Isso é o que importa saber: se hoje você aceitou a Jesus novamente e permanece em comunhão com Ele, então você está salvo – pelo menos por hoje. E ao continuar a fazer essa escolha, você pode esperar com alegria o fim do pecado e a hora em que Jesus voltará para o seu povo.

Quando Jesus voltar haverá dois grupos de pessoas chamados por nomes diferentes – os bons e os maus, os crentes e os ímpios, as ovelhas e os cabritos, os justos e os injustos, o trigo e o joio, os sábios e os néscios, os quentes e os frios… Mas haverá somente dois grupos quando chegar o dia. Em Mateus 7:22-23 está escrito: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizados em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Deste ponto concluímos que, no fim, haverá somente duas classes de pessoas: os que conhecem a Deus e os que não O conhecem. Não haverá meio termo.

Entretanto, em Apocalipse 3:14 há a descrição de um povo intermediário identificado como sendo ‘mornos’. E esta é uma declaração surpreendente; aqui se diz que Deus preferiria que fôssemos frios à mornos! Isso porque as pessoas mornas causam náuseas em Deus! Jesus deixou claro em seu tempo que o problema das pessoas era ter um exterior quente e um interior frio, resultando em mornidão. Isso significa que não só é possível como muita gente está a se enganar quanto à salvação por ostentar uma vida exterior aparentemente irrepreensível, mas um interior depravado e malicioso. Uma pessoa pode parecer correta em todas as suas atitudes externas, com excelente comportamento moral. A moralidade tem a ver basicamente com o exterior, a conformidade externa com leis, princípios e regulamentos. Uma pessoa moral segue os costumes da sociedade, mas seu íntimo pode ser justamente o oposto. Assim, a pessoa morna é aquela que faz tudo certo, mas pelos motivos errados.

A condição da maioria das pessoas até pouco antes de Jesus voltar será superficial. Procuram fazer o que é exteriormente correto, a fim de obter justiça pelas obras. Não conhecem a Deus, contudo procuram viver como se conhecesse.

Um momento – quando Jesus realmente voltar, quantos grupos de pessoas haverá? Já vimos que são apenas dois: os quentes e os frios. Quando do Advento, não haverá recompensa morna para os mornos. Não haverá um lago de fogo morno para os mornos, nem um céu morno para os mornos!

Portanto, haverá somente dois grupos de pessoas quando Cristo retornar, segue-se a pergunta: que acontecerá aos mornos? Terão se tornar ou quentes ou frios.Ou seja, neste tempo presente as pessoas estarão decidindo entre um lado ou outro. Terá lugar uma polarização, e ninguém mais continuará sendo morno. Temos, pois, de ressaltar aqui, cautelosamente, que sempre que houver um genuíno reavivamento espiritual, será baseado na justiça de Cristo, na fé e no amor, no Santo Espírito e na comunhão íntima com o Pai. Neste caso, os mornos acostumaram-se a encontrar segurança em algo que não é a justiça de Cristo; acham sua segurança em atos externos que praticam. Pessoas fortes podem encontrar segurança em exterioridades porque sua vida exterior é correta do ponto de vista moral. Dizem: minha vida é boa, pratico o bem e sempre hajo eticamente comprometido. Este é o problema dos que estão mornos. Foi o problema dos superficiais nos dias de Jesus e foi o problema enfrentado também pelos apóstolos. Quando se lhes fala da fé, da entrega total, isso constitui uma ameaça à segurança deles. E aqueles que pensam ter algum dia assegurado o céu porque são bons não continuarão pensando assim ao ouvirem a ênfase sobre a justiça de Cristo como nossa única esperança. Ou a receberão como boas novas e entrarão num relacionamento de fé com o Pai, aceitando sua justiça e seu amor, em comunhão diária, ou então se afastarão totalmente afirmando: vivo bem assim, muito obrigado, consigo fazer pelas minhas próprias mãos.

Mas onde Jesus passava, as pessoas nunca mais eram as mesmas. Onde ele era exaltado, ocorria um reavivamento ou uma revolta. Ou lhes davam as boas vindas, ou o expulsavam da cidade. Não existe a mínima possibilidade de permanecer neutro na presença de Jesus. Isso faz com que o grande grupo intermediário desapareça imediatamente e antes da volta de Jesus. Ao voltar Ele, haverá somente dois grupos. Esta ênfase sobre a justiça de Cristo pela fé exclusivamente tem surgido com toda firmeza, e nada irá detê-la. É a última mensagem justamente antes do regresso do Rei, e provocará os eventos finais. Ao vermos que isto está acontecendo, podemos nos alegrar, porque é sinal de que Jesus virá muito, muito em breve.

A grande divisão está se processando justamente agora; quero arriscar-me em afirmar que cada um de nós sabe hoje, justamente agora, para onde está indo. Como podemos saber? Como já vimos, respondendo à questão de se conhecermos ou não a Deus. Podeos resumir isso numa indagação: Você conhece a Jesus como seu amigo pessoal? Dedica tempo para estar com Ele, em comunhão, aceitando a cada dia Sua graça salvadora e confessando sua impotência e nulidade? Responder a isso é de vital importância. Em João 17:3 está escrito: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

 

Morris Venden – Como Conhecer a Deus, CPB, 2010.

    • hiltongil
    • 8 setembro, 2012

    Cara. Na boa era realmente interessante quando nós debatíamos respeitando e porque não buscando uma verdade sobre os fatos. Ali defendiamos posições diferentes mas sem descuidar de uma análise lógica. Ou seja, primeiros inciávamos com a questão quanto a possibilidade e/ou existência de um suposto “ser superior”. E prudentemente se evitava o que denomino “pular etapas” na produção dos textos posteriores. Quer dizer, não se partia de uma presunção de existência nos textos produzidos. Se debatia justamente esse ponto a possibilidade e/ou prova quanto a existência desse quesito que hoje icautamente me parece que você presume (me refiro a existência de um ser superior). Dessa forma, vejo que de certa forma a produção de seus textos deixou de ser um busca lógica e racional pela verdade (que é louvável ainda que se defenda uma posicionamento contrário, mas que não fecha os olhos para fatos e provas) para a produção de textos meramente prosetilistas, quiçá travestidos de análise crítica. Pois, se de fato quiser se traçar uma análise crítica se fará como era feito antes, sem pular etapas, sem fazer presuposições de existências. Por óbvio, que respeito suas decisões, penso aliás que nossa amizade não exigiria outra posição a não ser essa. Mas, já antevejo que meus comentários em seus textos serão cada vez mais esporádicos ou até mesmo inexistentes, pois como já disse alhures, me parece que a causa comum que nos ligava (a busca por uma verdade) deixou de existir a partir do momento que foram “puladas etapas” e adotou-se presunções de fatos.

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