SOFISMA PENTECOSTAL (PARTE 4)

(pré)textos

“Texto sem contexto é pretexto para heresia”.

Essa frase, além de famoso ditado nas escolas teológicas, é uma realidade presente no meio pentecostal. Os pentecostais gostam de apelar, sempre quando confrontados, à experiência pessoal como prova da sinceridade de estarem corretos naquilo que acreditam ser a presença de Deus em seus cultos e reuniões. Isso em si já é um problema e um entrave à qualquer possibilidade de demonstrar os erros que cometem, pois não se estribam na razão e no estudo consciencioso das Escrituras, mas apenas na sua experiência individual a respeito de determinado assunto ou situação.

Ora, o fato de experimentar algo não diz absolutamente nada sobre a veracidade de tal sensação, muito menos de sua procedência. Todos nós, num mesmo local e em situação idênticas, vivemos a realidade que nos cerca de maneiras opostas. Experiência não prova nada! Tampouco é válido apelar para supostas evidências, milagres ou testemunhos, por mais impressionantes que sejam, pois os mesmos são sempre interpretados diferentemente de acordo com os pressupostos que lhes são próprios.

Dizer que algo procede de Deus não resolve o problema justamente porque, como foi dito no texto anterior, existem manifestações que procedem do demônio (segundo admitem os próprios pentecostais). Ter “certeza” de algo ou ser “sincero” não diz nada sobre a veracidade de determinada doutrina.

Diferentemente do pensamento pentecostal anti-intelectual, anti-doutrinário, místico e irracional, as Escrituras, através do que escreveu o apóstolo Paulo, enfatiza que estar cheio do santo Espírito é possuir uma crença doutrinária correta e clara, razão da sua repreensão as gálatas. No meio evangélico de cunho pentecostal é enfatizado as experiências, os testemunhos e as ações espiritualistas mais do que as próprias verdades reveladas; mas é impossível agir doutrinariamente correto sem possuir uma doutrina correta: exigir isso é contra-senso! Analisando por este ângulo, o pentecostalismo se configura definitivamente como não-bíblico, e até mesmo anti-cristão, pois enquanto estar “cheio do Espírito Santo” é ter um correto entendimento das verdades apresentadas na Bíblia, para os pentecostais é sinônimo de histeria, gritos, revelações, sonhos, profecias, línguas e a quase inexistência de ensino bíblico consistente.

Como pois o Espírito santo pode atuar na vida de uma comunidade se esta tem (e permanece crendo e ensinando) um entendimento errôneo de quase a totalidade das verdades Bíblicas?

JEREMIAS 10.10 “Mas Iahweh é o Deus verdadeiro (…)”

JOÃO 14.6 “Diz-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (…)”

1 JOÃO 5.6 “(…) porque o Espírito é a Verdade.”

JOÃO 17.17 “Santifica-os na verdade; tua palavra é verdade.”

SALMOS 119.151 “(…) teus mandamentos todos são verdade.”

Como pode ser isso se, justamente no meio pentecostal onde deveria haver, pela lógica de lá estar presente “verdadeiramente” o autor das Escrituras, ser o local onde estas são menos compreendidas, menos ensinadas e mais confundidas?

Exemplo? Temos vários como a exarcerbada adoração e ênfase à terceira pessoa da Trindade, fato esse que já preocupava os olhares atentos daqueles que testemunharam o advento do Movimento em seus primórdios. Mesmo seus próprios membros diagnosticaram essa tendência de se colocar o Espírito Santo antes de Jesus, como bem declara David Wilkerson, expoente pentecostal, no trecho que se segue:

“Frank Bartleman foi uma testemunha ocular do derramamento do Espírito Santo em 1907 na rua Azusa, em Los Angeles. Foi considerado o “Repórter do Reavivamento da rua Azusa”. Há quase 75 anos atrás, durante o derramamento, ele escreveu um folheto prevenindo quanto a um Pentecostes sem Cristo.

Ele avisou: Não devemos possuir uma doutrina, ou buscar uma experiência, com exceção de Cristo. Muitos estão querendo buscar poder a fim de realizar milagres, buscar atenção e aplauso das pessoas para si, roubando dessa maneira, a glória pertencente a Cristo, fazendo uma bela exibição na carne. Esta necessidade parece ser maior quando se aplica aos verdadeiros seguidores do manso e humilde Jesus. O entusiasmo religioso facilmente não dá em nada. Desta maneira o espírito humano supera este espírito religioso, que se exibe. Mas necessitamos nos prender ao nosso texto: Cristo.

Qualquer obra que exalte o Espírito Santo ou os ‘dons’ acima de Jesus, no fim acaba em fanatismo. Tudo aquilo que nos leva a exaltar e a amar Jesus é bom e seguro. O oposto leva à ruina. O Espírito Santo é uma grande luz, porém sempre focaliza Jesus para a Sua revelação.

Em qualquer lugar onde o Espírito Santo está efetivamente no controle, Jesus é proclamado o Cabeça; o Espírito Santo, o Seu gerente.

Em outro local, o irmão Bartleman previne: A tentação parece caminhar em favor de manifestações vazias. Isto não requer nenhuma cruz em particular, nem que se morra para si próprio. Daí o porque de ser tão popular. Não devemos colocar o poder, os dons, o Espírito Santo, na realidade nada, à frente de Jesus. Todo ministério de missões que exalta até mesmo o Espírito Santo acima do Senhor Jesus Cristo está destinado aos agitos do erro e do fanatismo.

Não considero que advertência de irmão Bartleman seja algo inconseqüente. O risco de um Pentecoste sem Cristo é muito real hoje em dia, em louvor e com as mãos levantadas – e mesmo assim Cristo caminhar entre elas como um estranho!”*

Também defende acirradamente o dispensacionalismo, crença escatológica inventada em meados de 1800 que divide a Igreja entre os gentios salvos e o povo da Promessa (Israel) como partes antagônicas, mas complementares, do Plano de Salvação; ensina o arrebatamento secreto; a vinda de Cristo invisível ao mundo; da leitura ora literal, ora figurativa de uma mesma profecia em Daniel e em Apocalipse.

Ensina erroneamente que somente aqueles membros “intocáveis” ou “santificados” devem participar da santa Ceia, negando esta como sendo um meio da graça para fortalecimento dos pecadores penitentes para crescimento na vida cristã.

Ensinam e persistem em doutrinar a respeito de uma visão pagã sobre o ser humano possuir corpo, alma e espírito; doutrina esta totalmente anti-bíblica!

Realmente possuímos vários pretextos que depõem contra o pentecostalismo!

 

*http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts82pent.htm

 

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