6 – MORTO EM MEU LUGAR?

É preciso saber isto: Deus dá, em primeiro lugar, a vida, e não a lei. O principal é o que ele dá, não o que exige. Suas leis são dádivas para preservar o que é mais importante: a vida. E a vida só pode ser vivida em amor. Porém nós vemos essa lei com pavor, pois não podemos pô-la em prática. Se Deus decidisse fazer as contas de tua vida, teu saldo seria inevitavelmente negativo. No computador de Deus, somente uma mensagem apareceria: culpado, culpado, culpado…

 

Afinal, porque Jesus exige tanto de nós? Ora, seus mandamentos não são pesados! Contudo, não o podemos cumprir – reside aí o dilema. A vontade de Deus precisa ser satisfeita, mas uma vez que não a cumprimos, que acontece?

 

Na cruz, essa dívida é paga.

 

Deus, tomando a sério sua vontade, tomando a sério seu amor – por sua fidelidade – torna-se homem, cumpre a exigência, morrendo a nossa morte. E por que fez isso? Por que simplesmente não revogou sua vontade, sua lei? Simples, porque sua lei é amor – é possível abolir o amor? Por que, então, a cruz? Simples, sua vontade tem de ser feita, a nossa culpa deve ser mostrada em sua maior magnitude – mas a sua misericórdia é maior: sua vonatde é satisfeita ao, ele mesmo, satisfazê-la sentindo em si mesmo sua ira. Um Deus sádico? Para aquele que não ama, pode ser. Mas um Deus infinitamente justo, fiel e amoroso não poderia agir de outra forma, poderia?

 

Tudo isso mostra Deus e a nossa situação: Deus em seu amor, nós em nosso egoísmo. Sem a cruz não saberíamos de nossa situação, nem o quanto Deus nos ama. Ali, Deus e homem são vistos juntos. Somente na cruz Deus se junta ao homem e o homem abraça Deus. Ou melhor: Deus se junta a ti e tu podes juntar-te a Deus, pois Jesus crucificado é esse Deus que ama e esse homem que diz sim à vontade dEle.

    • H.Gil
    • 24 novembro, 2010

    É preciso saber isto: Deus dá, em primeiro lugar, a vida, e não a lei. O principal é o que ele dá, não o que exige.
    Como assim? Se ele existisse e desse o direito a vida, mas para isso exigindo a escravidão (o que efetivamente ele exige) isso seria justo? Se analisarmos sob o ponto de vista da afirmação do autor parece que sim. Se um pedófilo dá R$ 100,00 para os pais de uma menor para molestá-la deve se considerar o que os pais recebem e não o que a menor estará sujeita? Me parece totalmente imprudente tal concepção!
    Suas leis são dádivas para preservar o que é mais importante: a vida. E a vida só pode ser vivida em amor. Porém nós vemos essa lei com pavor, pois não podemos pô-la em prática. Se Deus decidisse fazer as contas de tua vida, teu saldo seria inevitavelmente negativo. No computador de Deus, somente uma mensagem apareceria: culpado, culpado, culpado…
    Como o autor mais uma vez diz. Sob as leis divinas não há escapatória.
     
    Afinal, porque Jesus exige tanto de nós? Ora, seus mandamentos não são pesados! Contudo, não o podemos cumprir – reside aí o dilema. A vontade de Deus precisa ser satisfeita, mas uma vez que não a cumprimos, que acontece?
    De fato Jesus (se existisse) não exige nada, pois foi apenas mais um zé mané que acabou se ferrando sob a égide das leis toscas de um deus sanguinário que não teve o menor remorso de ceifar a vida do próprio filho. Ainda bem que isso se trata apenas de uma fábula senão seria uma história triste!
     
    Na cruz, essa dívida é paga.
    Quer pagar sua dívida? Siga o exemplo de deus. Faça um filho e mande no seu lugar para ser condenado! Ahahaha Resolvido o problema!
     
    Deus, tomando a sério sua vontade, tomando a sério seu amor – por sua fidelidade – torna-se homem, cumpre a exigência, morrendo a nossa morte. E por que fez isso? Por que simplesmente não revogou sua vontade, sua lei? Simples, porque sua lei é amor – é possível abolir o amor? Por que, então, a cruz? Simples, sua vontade tem de ser feita, a nossa culpa deve ser mostrada em sua maior magnitude – mas a sua misericórdia é maior: sua vontade é satisfeita ao, ele mesmo, satisfazê-la sentindo em si mesmo sua ira. Um Deus sádico? Para aquele que não ama, pode ser. Mas um Deus infinitamente justo, fiel e amoroso não poderia agir de outra forma, poderia?
    Juro que não consigo entender a necessidade disso. Meu os religiosos buscam explicações mirabolantes (que nada explicam) na ânsia de achar uma justificativa para o ato tosco de deus quando resolveu sacrificar o próprio filho. Não há justificativa para isso! Deus (se existisse) e tivesse tornado-se homem ao morrer teria colocado fim em tudo, sendo que não haveria outro deus (segundo a própria bíblia é um só) e ele sendo homem e morrendo não seria mais deus. (isso parece papo de louco). A pergunta todavia que o autor faz é pertinente: Porque ele fez isso? A resposta do autor todavia é confusa e tenta explicar aquilo que não se explica. Ou melhor aquilo que se explica facilmente. Ele fez isso porque não ligava para seu filho! Deus não liga para nada! Ele faz aquilo que ele quer sem pouco se importar com aqueles que irão sofrer em consequência de suas decisões. Ele parece um adolescente irresponsável que toma decisões sem pensar quais os efeitos de suas ações. Essa é a explicação simples e fácil. Mas por não querer admitir isso os religiosos buscam formular uma explicação partindo de uma ideia pré-concebida (deus não pode ser injusto e tem que estar sempre certo), a partir disso vão criando motivos e razões que não existem buscando legitimar uma ação tosca e sem fundamento!. Se ele era todo poderoso e quisesse salvar a humanidade bastava que: a) primeiro ele não tivesse feito um conjunto de leis que são impraticáveis pelos seres humanos; b) que resolvesse revogar suas leis (afinal de contas ele era todo poderoso); e na pior das hipóteses c) sacrificasse um mosquito e não um ser humano e muito menos ainda seu filho!. Aqui há uma distorção total da religião querendo empregar a típica “tragédia romana” formulando essa fábula onde o pai sacrifica seu filho para que o povo assim não duvide de seu ensinamento. Bobagem! Se ele era um deus e infinita sabedoria e amor saberia inúmeras outras maneiras de fazer isso sem precisar sacrificar seu próprio filho! Não há, portanto, explicação que justifique esse ato atroz! Mas como disse antes, ainda bem que trata-se apenas de uma fábula.
     
    Tudo isso mostra Deus e a nossa situação: Deus em seu amor, nós em nosso egoísmo. Sem a cruz não saberíamos de nossa situação, nem o quanto Deus nos ama. Ali, Deus e homem são vistos juntos. Somente na cruz Deus se junta ao homem e o homem abraça Deus. Ou melhor: Deus se junta a ti e tu podes juntar-te a Deus, pois Jesus crucificado é esse Deus que ama e esse homem que diz sim à vontade dEle.
    As únicas palavras que posso tecer, é que essa conclusão é totalmente deturpada e distorcida não guardando racionalidade e prudência. Como dito anteriormente, o problema é partir-se de uma ideia pré-concebida e buscar fatos para corroborá-la ao invés de analisar os fatos para se chegar a uma conclusão. Quando os religiosos deixarem de incorrerem nesse erro, deixarem de partir da conclusão buscando fatos que a corroborem, e passarem a observar os fatos para chegar a uma conclusão poderão ver que nada se sustenta nessa fábula.

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