5 – LEI DE AMOR?

É essa obstinação em dizer não e em viver sem amor que a Bíblia denomina pecado: uma infidelidade ao Criador, um afastamento de Deus. Um desvio que todos temos tomado.

E, por mais estranho que pareça, no fundo, não surge sempre uma ponta de culpa, algo como que diz que é minha culpa? Pode-se usar qualquer teoria para explicar esse sentimento: seja a cultura, a hereditariedade, a religião, a educação, a psique… No fim, a culpa persiste. E, no fim, para Deus, já não importa quem é um pouquinho mal ou um pouquinho errado… Para Ele, todos somos culpados e incorremos em sua ira, porque não vivemos amorosamente – somos egoístas.

Mas quem diz isso? Se Deus é amor, porque esse sentimento de culpa, onde erro? Não sou, afinal, livre para fazer o que quiser? Não, o homem não é livre para fazer o que quer, porque pertence àquele que o fez. Tudo o que o homem é está condicionado, é dádiva – e quanto maior o dom, mais se espera dele. Por fim, a morte sempre termina com qualquer pretensão que tenhamos. se o homem precisa prestar contas, deve, pelo menos, saber a respeito do quê. A lei dos dez mandamentos é o perfeito caráter de Deus. Noutras palavras, o amor de Deus se revela no decálogo, essa é a sua vontade e não há homem que não saiba algo de sua responsabilidade moral e ética, contudo, somente por causa da revelação, sabemos realmente o que Deus espera de nós.

Essa lei, contudo, não é arbitrária, nem exige algo impossível ou que fosse de assustar. Não pede outra coisa senão uma resposta de uma vida legitimamente humana.

Deus é santo e ele leva a sério a sua lei. Aquele que não responde com um sim, incorre em sua ira. Sua não, mas conseqüência de minha obstinação. Por isso ele pode ser chamado de justo, pois recompensa a cada um conforme suas escolhas.

Contudo, como amar a Deus, se não o encontro, se preciso deixá-lo encontrar-me a mim? E como ele me encontrará se possuo esse sentimento profundo e intenso de culpa, e como amarei o próximo se vivo egoísticamente apenas para mim mesmo? E agora, esses mandamentos! Se essa é a sua vontade e, sinceramente, não o faço, corro perigo de morte, de sua ira. Essa vontade de Deus não é amor, é morte! É juízo e perdição, que devo fazer? É a própria lei, que deveria me mostrar com alegria o querer de Deus, quem de fato me mostra sua ira e seu juízo!

    • H.Gil
    • 24 novembro, 2010

    É essa obstinação em dizer não e em viver sem amor que a Bíblia denomina pecado: uma infidelidade ao Criador, um afastamento de Deus. Um desvio que todos temos tomado.
    Já foi também falado a exaustão como funciona o amor cristão. Desnecessário tecer mais comentários.

    E, por mais estranho que pareça, no fundo, não surge sempre uma ponta de culpa, algo como que diz que é minha culpa? Pode-se usar qualquer teoria para explicar esse sentimento: seja a cultura, a hereditariedade, a religião, a educação, a psique… No fim, a culpa persiste. E, no fim, para Deus, já não importa quem é um pouquinho mal ou um pouquinho errado… Para Ele, todos somos culpados e incorremos em sua ira, porque não vivemos amorosamente – somos egoístas.
    Quando se tenta seguir um sistema no qual você já sabe que será condenado (como o próprio autor do texto admitiu nos artigos anteriores) não há se falar em culpa. Não há qualquer culpa da nossa parte. Aliás, a responsabilidade recai de forma OBJETIVA sobre deus (se ele existisse), eis que dizem ser ele omnipotente, omnisciente, etc. Considerando, que somos criação dele é dever dele propiciar condições para que possamos nos desenvolver e enquadrarmos no sistema criado por ele. Todavia, uma vez mais volta-se a dizer, tal possibilidade foi retirada por deus quando ele criou um sistema que é impraticável pelos seus seguidores e que leva sempre a condenação. Deus pérfido esse hein…
    Mas quem diz isso? Se Deus é amor, porque esse sentimento de culpa, onde erro? Não sou, afinal, livre para fazer o que quiser? Não, o homem não é livre para fazer o que quer, porque pertence àquele que o fez.
    Não, as pessoas não são livres. Existe sim uma lei, mas essa lei é a que o Estado lhe impõem. Não obstante essa mesma lei lhe assegura o direito a liberdade, assim não há se falar em pertencer a isso ou aquilo. Não somos propriedade.
    Tudo o que o homem é está condicionado, é dádiva – e quanto maior o dom, mais se espera dele.
    Concordo com o autor. E sob essa premissa de quanto maior o dom mais se espera daquele que o possui. Acho que deus (se existisse) esta deixando muito a desejar. Eis que desde o começo só tem feito as coisas erradas, de formas confusas, ou mal feitas, ou não feitas. Uma vez mais repisa-se que ele é o responsável por tudo que acontece, pois é seu plano como o autor mesmo defendeu nos artigos anteriores.

    Por fim, a morte sempre termina com qualquer pretensão que tenhamos. se o homem precisa prestar contas, deve, pelo menos, saber a respeito do quê. A lei dos dez mandamentos é o perfeito caráter de Deus. Noutras palavras, o amor de Deus se revela no decálogo, essa é a sua vontade e não há homem que não saiba algo de sua responsabilidade moral e ética, contudo, somente por causa da revelação, sabemos realmente o que Deus espera de nós.
    Deus não espera nada. Pois como o autor falou ele já sabe de tudo. Não há acaso. E sabendo também que não a escapatória pelo sistema criado não resta nada mais do que esperar a condenação. Por fim, não pode ter havido revelação, pois como já se disse inúmeras vezes deus (se existisse) seria incompreensível para os homens.

    Essa lei, contudo, não é arbitrária, nem exige algo impossível ou que fosse de assustar. Não pede outra coisa senão uma resposta de uma vida legitimamente humana.
    Mais contradições. Essa lei é arbitrária sim! Ou se cumpre ela irá estar-se-á condenado a ira de deus. De qualquer forma como o próprio autor já disse (e eu já inúmeras vezes relembrei) todos estarão condenados.
    Deus é santo e ele leva a sério a sua lei.
    Eu não chamaria de santo um deus (que se existisse) e tivesse feito tudo aquilo que é narrado na fábula bíblica, deveria ter um conceito bem diverso, por todos os motivos que já dei ao longo dos meus comentários. E é claro que ele (se existisse) levaria sua lei a sério, pois qual o legislador que cria uma lei para não ser seguida? Quem não leva a sério são os seguidores. E como razão eles (os seguidores) em não levar a sério, pois como dito pelo autor não há porque seguir-se uma lei que te condenará de qualquer forma.

    Aquele que não responde com um sim, incorre em sua ira. Sua não, mas conseqüência de minha obstinação. Por isso ele pode ser chamado de justo, pois recompensa a cada um conforme suas escolhas.
    O traficante que usei no exemplo do outro comentário também é justo então não é? Aposto que todos os religiosos vão ficar super contentes e feliz quando forem assaltados na próxima vez, basta que se lembre disso.

    Contudo, como amar a Deus, se não o encontro, se preciso deixá-lo encontrar-me a mim? E como ele me encontrará se possuo esse sentimento profundo e intenso de culpa, e como amarei o próximo se vivo egoísticamente apenas para mim mesmo?
    Pois é. O ser humano nunca vai encontrá-lo porque como já se disse a exaustão ele (segundo os religiosos) não pode compreendê-lo (deus). Se precisamos deixar deus nos encontrar, é mais um sinal de que ele não pode tudo. Se por um acaso um sentimento profundo e intenso de culpa fosse motivo suficiente para deus não achar alguém então esse deus é muito impotente mesmo! Para amar o próximo não precisamos abrir mão de amarmos nós mesmo. Você pode viver sua vida de maneira bem egoísta, sem contudo, chegar a fazer mal a alguém. Aliás, burrice seria privilegiar a outrem em detrimento de si próprio. Tal pensamento afronta diretamente o direito a própria vida, o direito de lutar pela própria vida.

    E agora, esses mandamentos! Se essa é a sua vontade e, sinceramente, não o faço, corro perigo de morte, de sua ira. Essa vontade de Deus não é amor, é morte! É juízo e perdição, que devo fazer? É a própria lei, que deveria me mostrar com alegria o querer de Deus, quem de fato me mostra sua ira e seu juízo!
    Conclusão. Se existisse esse deus, estaríamos todos ferrado! Ainda bem que isso é só uma fábula.

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: