Apresentação

Como o próprio título do blog sugere, intento neste espaço, sobre todos os assuntos, refletir um pouco.

Entretanto essas reflexões não são algo como solto no espaço, de uma forma bem palpável elas refletem aquilo que sou enquanto ser pensante. Necessariamente parte de um conhecimento pré-adquirido; noutras palavras, meus textos possuem uma estrutura que está cativa à maneira particular como vejo, interajo, compreendo e experimento a realidade, dessa forma, não é nem um pouco imparcial, pelo contrário. Contudo, é um pensamento sempre aberto para novos aprendizados e reformualções. Afinal, aprender é mudar.

Peculiarmente tenho sido marcado pela crise pós-moderna de forma muito profunda. A crise que se iniciou nas primeiras décadas do século passado – a esperança não concretizada de um mundo melhor – levou diversos pensadores a questionar a maneira como se fazia filosofia até então. Com essa “ausência” de Deus, prenuciada por Nietzsche, o aumento da mecanização e a falência das ideologias políticas, o homem se viu confrontado a si mesmo, em completo abandono, desespero e solidão, como bem demonstraram Schopenhauer e Kierkegaard.

Essa maneira muito particular de enxergar a vida humana a partir da existência como inacabada e imperfeita, estando condicionada às circusntâncias a sua volta, foi denominada Existencialismo. Ao me situar, portanto, a partir desse ponto de vista filosófico, enxergo o mundo por esse prisma, ainda que fortemente influenciado pela cosmovisão cristã relativo ao sentido último e destinação humanos. Desse modo, minhas reflexões transitam entre o pessimismo filosófico e o otimismo da fé, que encontram na loucura da cruz, solução para esse dilema paradoxal.

  1. Grande amigo Leandro. Pois é cara bem vindo a chamada “blogosfera”… Espero que possas produzir grandes textos e levar a grandes debates.
    Gil

    • Pastor de Santa Cruz
    • 29 agosto, 2010

    Continue agindo com iparcialidade e encontraras a tão sonhada VERDADE (Jesus o Cristo)

    Paz!

    • Obrigado, mas acho que não percebestes que escrevi justamente que parto de um ponto de vista “parcial”, porque entendo ser difícil (senão totalmente impossível) escrever do modo “imparcial” como sugere o amigo que eu faça!

        • H.Gil
        • 6 dezembro, 2010

        De fato acho que o autor (como ele próprio mencionou) não está sendo imparcial, pois é evidente o posicionamento do autor. Todavia, também é forçoso reconhecer que o autor ao alegar que não é possível (ou quase impossível) se manter imparcial encontra-se equivocado. Cumpre aqui destacar que há diferença significativa entre neutralidade e parcialidade. É evidente que quando fazemos qualquer posicionamento/julgamento, nos utilizamos do conhecimento prévio que adquirimos (dessa forma não é possível dizer que somos neutros). Todavia, parcialidade é se posicionar previamente, antes de analisar os fatos, para se chegar a uma conclusão. Parcialidade é observar dois pontos de vista já pré-valorando um em detrimento do outro. Portanto, penso que, é possível sim ser imparcial e devemos sempre buscar posicionamentos imparciais de modo a não tornar nossos argumentos meras afirmações falaciosas.

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